O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não ofereceu cargos em troca da desistência de Ricardo Salles (Novo) da candidatura ao Senado. Segundo interlocutores, a possibilidade de Salles ocupar algum espaço em um eventual novo governo pode existir caso Tarcísio seja reeleito ou Flávio Bolsonaro (PL) chegue ao Palácio do Planalto, mas não houve acordo nesse sentido.
Nos bastidores, aliados de Tarcísio afirmam que esse tipo de negociação não faz parte do perfil do governador, que já foi criticado por adversários e até aliados por ter uma atuação considerada “pouco política”. A avaliação é que a decisão de Salles foi tomada por razões eleitorais - e de futuro.
Um dos fatores que pesaram foi a avaliação do próprio ex-ministro do Meio Ambiente de que sua candidatura poderia contribuir para dividir os votos da direita e favorecer as candidatas de esquerda ao Senado, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Salles não queria, segundo interlocutores, terminar a eleição com a imagem de “vilão”, responsável por uma eventual vitória de uma das duas.
Além disso, o próprio Salles teria concluído que suas chances de eleição estavam reduzidas. Na avaliação feita nos bastidores, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), que integram a chapa de Tarcísio, além de Tebet e Marina, apresentavam desempenho superior nas pesquisas de intenção de voto.
“Com esse movimento, ele sai gigante.
