O imaginário gamer foi construído em torno de uma ideia fixa: o "setup dos sonhos", aquele computador montado com o melhor de cada categoria, parado sobre a mesa, esperando a próxima sessão de jogo. Essa imagem ainda existe, mas deixou de ser o centro da experiência, pois o jogador de hoje não pensa mais em um único ambiente perfeito, mas sim em continuidade. Começar uma partida no notebook durante um trajeto, retomar no desktop à noite, avançar em um handheld no sofá e, em alguns casos, nem precisa que o jogo esteja instalado, graças ao cloud gaming. O que mudou não foi o desejo de performance, mas como ela precisa se adaptar à rotina de quem joga.
Segundo a Pesquisa Game Brasil 2026, o PC já responde por 21,2% da preferência de plataforma entre os brasileiros, um salto puxado principalmente pela Geração Z, que hoje representa 36,5% do público entrevistado, reforçando a presença de uma geração que transita entre diferentes dispositivos e valoriza aspectos como personalização e multifuncionalidade. Ao mesmo tempo, o celular segue relevante. Um levantamento da Samsung Ads mostrou que 81% dos gamers brasileiros consomem regularmente pelo menos três tipos de plataforma: jogos, streaming e TV, somando mais de 375 milhões de horas mensais de uso combinado. Os dados revelam como o consumo digital desse público já não está concentrado em um único dispositivo ou formato.
