A equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) entrou nesta segunda-feira (28) no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com um pedido de cassação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice Geraldo Alckmin (PSB), a primeira-dama Rosângela “Janja” da Silva, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e integrantes da cúpula do Ministério da Cultura.
Segundo a Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) apresentada pela equipe de Flávio, houve o uso generalizado da máquina pública, como recursos públicos, servidores, canais oficiais e a própria estrutura da pasta, “em benefício” da campanha de Lula.
A peça cita, por exemplo, o ato virtual “Movimento Cultura com Lula”, de 14 de setembro, em que participaram Margareth Menezes, o secretário-executivo do Ministério, Márcio Tavares, e Janja.
Segundo o documento, a primeira-dama disse no evento: “Aqui eu tô de militante, não tô de primeira-dama”, “A gente tem um material ali pra vocês imprimirem, postarem, divulgarem”, “É o momento de a gente conversar com as pessoas, conversar com o vizinho, com o primo, com o colega do trabalho que não tá convencido” e “Temos 20 dias. É ir a campo, é conversar. É disputar o voto dos indecisos”.
O documento cita também episódio em que um grupo oficial da pasta no WhatsApp teria sido utilizado para divulgar convite para ato de campanha e que a ministra se utilizou da agenda ministerial “como moldura de deslocamento, de presença e de visibilidade a serviço de candidaturas”.
