Em 30 de julho de 2025, um terremoto de magnitude 8,8 no extremo oriente da Rússia “despertou” o vulcão Krasheninnikov, que não entrava em erupção há pelo menos cinco séculos. Desde então, ele vem expelindo um fluxo constante de rocha fundida e detritos em direção à costa do Pacífico na península de Kamchatka.
Para acompanhar o avanço da lava, o vulcão tem sido monitorado pela missão NISAR, projeto da NASA em parceria com a agência espacial da Índia. Na quinta-feira (24), o projeto divulgou uma montagem que mostra a evolução do Krasheninnikov nos últimos nove meses: primeiro, a lava preencheu a caldeira no interior do vulcão, até transbordar e se espalhar pelo complexo vulcânico.
Krasheninnikov fica na Península de Kamchatka, uma região pouco povoada da Rússia e que abriga um conjunto de vulcões - a maioria inativos. Ao longo da época geológica atual, que teve início há quase 12 mil anos, estima-se que o vulcão tenha entrado em erupção 31 vezes. A mais recente delas, ao que tudo indica, aconteceu por volta do ano de 1550.
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De acordo com o Serviço Geológico dos EUA, é comum que grandes terremotos desencadeiem erupções vulcânicas nas proximidades. Mas há um porém: nesses casos, o vulcão costuma já estar prestes a entrar em erupção, com magma suficiente armazenado e com pressão elevada em seu interior.
