O governo dos Estados Unidos revogou, nesta 2ª feira (28.set.2026), os vistos de 27 autoridades e ex-autoridades da América Latina e de seus familiares. Nenhum brasileiro está entre os afetados. Leia a íntegra (PDF - 355kB).
As medidas atingem funcionários da Bolívia, da Colômbia, do Equador e do Peru. O Departamento de Estado norte-americano afirmou, em nota, que as revogações fazem parte de uma ofensiva contra corrupção, narcotráfico e ameaças às instituições democráticas na região.
Em comunicado, o departamento afirmou que as revogações foram determinadas “para cumprir os compromissos de defender a governança democrática em todo o nosso hemisfério contra a corrupção e o narcotráfico”.
O governo norte-americano também declarou que “minar um governo democraticamente eleito é uma ameaça à segurança e ao Estado de Direito nas Américas e não será tolerado”.
Alvos das sanções
A Bolívia concentra o maior número de afetados. Doze cidadãos bolivianos tiveram vistos revogados, entre eles o ex-ministro da Justiça e da Transparência Institucional Ivan Manolo Lima Magne, o magistrado constitucional Israel Ramiro Campero Mendez, a primeira juíza de instrução anticorrupção do Departamento de Santa Cruz, Albania Chane Caballero Saavedra, e o coronel Frans William Cabrera Quispe, da Polícia Boliviana. Outros 9 bolivianos que não possuíam visto foram declarados inelegíveis para obtê-lo.
