De nome comprido, daqueles que faz qualquer um soltar um “arzinho” pelo nariz pelo tom engraçado, o cuco-picanço-de-ganges (Lalage melanoptera) é uma espécie rara. Não à toa, era visto na natureza há pelo menos 13 anos. A sua ausência foi tão duradoura que a espécie passou a ser considerada “perdida” pela ciência.
Ainda bem que sempre existem aquelas pessoas otimistas e que não se deixam vencer. Os pesquisadores Stephanie Bartlett e Paulo Ditzel são assim e, durante uma expedição pelas florestas tropicais da África Ocidental que já chegava ao seu sexto mês, eles ainda estavam esperançosos de que encontrariam um cuco-picanço-de-ganges. Enquanto eles estavam no Parque Nacional de Taï, na Costa do Marfim, a “lei da atração” finalmente funcionou.
Pássaro à vista!
Apesar de saberem que as chances eram mínimas, eles chegaram a brincar sobre a possibilidade, como contaram em entrevista ao IFLScience. Mesmo assim, numa tarde, os dois decidiram dar uma olhada na floresta e, então, avistaram o brilho das penas coloridas da ave.
A partir daí, tudo aconteceu muito rápido. O lado bom é que eles aproveitaram para “renovar” as fotos que foram tiradas lá em 2013. E o lado melhor ainda é que Bartlett conseguiu capturar a primeira filmagem já registrada do cuco-picanço-de-gana. Veja abaixo o registro histórico:
Com cores tão brilhantes, chega a ser difícil acreditar que ele não era visto há mais de uma década.
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