A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para mudar as regras de acesso à internet nas eleições. A proposta apresentada quer garantir que os serviços digitais da Justiça Eleitoral funcionem de graça, igual ao modelo adotado para os números de emergência, e permitir a navegação nos canais oficiais mesmo após o fim da franquia de dados móveis do eleitor.
Segundo a proposta, assinada pelo procurador-geral Paulo Gonet, a medida valeria para as 72 horas antes e as 24 horas depois do primeiro e do segundo turno e valeria para sites com final "jus.br". Isso inclui ferramentas essenciais para o momento do voto, como o aplicativo e-Título, a consulta ao local de votação, o recurso para justificativa e o portal Fato ou Boato.
Com isso, a ação mira dar um freio ao alcance das notícias falsas, pois a PGR entende que as pessoas precisam de acesso fácil à internet para checar se uma informação recebida no celular é verdadeira.
