O governo federal lançou nesta segunda-feira (28) um plano de dez anos para ampliar o conhecimento do subsolo brasileiro e direcionar a busca por minerais críticos e estratégicos, com custo estimado em cerca de R$ 3,3 bilhões.
O Plano Decenal de Geofísica, elaborado pelo SGB (Serviço Geológico do Brasil) e pelo MME (Ministério de Minas e Energia), vai orientar os levantamentos geofísicos realizados no país e definir quais regiões deverão receber prioridade.
A proposta é concentrar os esforços inicialmente em áreas que já apresentam indícios ou histórico de ocorrência mineral, aprofundando o conhecimento sobre regiões consideradas mais promissoras. Entre os principais focos estão a Província Borborema, o Arco Magmático de Goiás, o Alto Paranaíba e o Quadrilátero Ferrífero.
O plano também será submetido a consulta pública. Empresas, associações e outras instituições poderão sugerir mudanças nas prioridades e indicar regiões consideradas relevantes para novos levantamentos.
O SGB afirma que a iniciativa busca ampliar a oferta de dados públicos, reduzir o risco exploratório e dar maior previsibilidade aos investimentos em pesquisa mineral.
Segundo o diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Francisco Valdir, a definição das áreas ainda poderá ser ajustada a partir das contribuições recebidas durante a consulta.
Para o setor privado, esses levantamentos funcionam como uma primeira triagem do território.
