O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, apresentou um ajuste na questão de ordem sobre o caso Moraes-Vorcaro, em que pede a suspensão do julgamento até que sejam levantados todos os ministros de tribunais superiores citados.
Em 27 páginas, o decano do Supremo fala em citação a Nunes Marques e Dias Toffoli e alega possível viés político-eleitoral de André Mendonça. Leia a íntegra da questão de ordem de Gilmar Mendes, com 27 páginas (PDF - 694 kB).
A questão de ordem foi proposta pelo decano no julgamento do caso em 15 de setembro de 2026. Durante a votação, o plenário formou um placar de 4 a 3 para que casos envolvendo Moraes e Mendonça fossem analisados conjuntamente. O ministro afirma que Mendonça tinha conhecimento da citação de outros magistrados desde março.
“Reputo inteiramente pertinente a proposta formulada pelo eminente Ministro Flávio Dino. Sua Excelência propõe, mais precisamente, que a Secretaria Judiciária certifique os nomes de todos os magistrados - do STF, do STJ, do TST e dos demais Tribunais brasileiros - mencionados no âmbito das apurações relativas ao Banco Master, bem assim que se delimitem, entre eles, aqueles sobre os quais recaiam indícios consistentes de recebimento ilícito de valores”, afirmou Gilmar.
Eis um resumo do que o ministro propôs:
reunir os casos - analisar investigação de Alexandre de Moraes e André Mendonça em sessão conjunta;
redistribuir os casos - realizar nova distribuição, conforme as regras internas do…
