O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta segunda-feira, 28, que a direita concentre forças na candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. A manifestação ocorreu durante o anúncio da saída de Ricardo Salles (Novo) da disputa pelo Senado paulista.
Em entrevista a jornalistas, Tarcísio apresentou a decisão de Salles como um exemplo de composição política que poderia ser reproduzido na corrida presidencial. Embora tenha ressaltado seu respeito por Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que “a matemática se impõe nesse momento” e associou a união das candidaturas à possibilidade de a eleição terminar já no primeiro turno.
A movimentação acrescenta um novo componente à pressão que Zema já enfrentava dentro do próprio Novo, conforme informou Oeste na sexta-feira 25. Desde então, integrantes do partido passaram a defender publicamente uma concentração de votos em Flávio.
Marina Helena, candidata a deputada federal por São Paulo, aderiu ao nome do PL depois de conversar com Zema. Em Minas Gerais, Marco Antônio “Superman” Costa, candidato do Novo ao Senado, também se posicionou pela saída do ex-governador da disputa. Eduardo Girão, candidato a vice na chapa, adotou posição contrária e defendeu sua permanência.
Salles afirmou que continuará ao lado de Zema enquanto ele estiver na corrida presidencial, posição que classificou como uma “obrigação moral”.
