O governo federal anunciou nesta segunda-feira (28) novas medidas para tentar conter aumentos abusivos nos preços dos combustíveis.
As ações incluem mais fiscalizações em postos e distribuidoras e multas que podem chegar a R$ 500 milhões para determinadas infrações.
Segundo o governo, as medidas são uma resposta à alta dos preços internacionais do petróleo, em meio ao prolongamento dos conflitos no Oriente Médio.
O pacote também prevê a manutenção da subvenção de R$ 2,12 por litro de óleo diesel, além do reforço das ações de fiscalização da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
As punições mais altas estão previstas em uma medida provisória publicada nesta sexta (25), que alterou o Código de Defesa do Consumidor.
De acordo com o governo, para determinadas condutas proibidas pelo código, como elevar preços sem justa causa, a multa administrativa para agentes da cadeia de combustíveis poderá variar de R$ 20 mil a R$ 500 milhões.
Em entrevista nesta segunda, o ministro Wellington Silva afirmou que as multas mais severas serão aplicadas apenas quando houver abuso.
"A severidade dessa multa somente terá incidência em casos caracterizados como abuso. Temos casos de 1.300% da margem bruta de lucro. Seria absurdo fechar os olhos para essas evidências", afirmou.
Governo amplia fiscalização de preços de combustíveis e prevê multas de até R$ 500 milhões contra práticas abusivas
