BRASIL - O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ajustou seu voto para defender a suspensão do julgamento que analisa a abertura de investigação sobre Alexandre de Moraes no caso Banco Master. A proposta é interromper a análise até que sejam identificados todos os magistrados mencionados nas apurações e avaliadas eventuais situações que possam impedir a participação deles no julgamento.
Gilmar também propõe que sejam abertas sindicâncias quando houver indícios de recebimento indevido de valores por magistrados citados nas investigações. A medida abrangeria ministros do STF, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e de outros tribunais.
O objetivo, segundo o ministro, é definir previamente quais integrantes do Judiciário estão aptos a participar dos julgamentos relacionados ao caso Master.
Gilmar propõe quatro medidas
No voto, Gilmar apresenta quatro providências para o andamento dos processos:
reunir em um único processo as apurações relacionadas a Alexandre de Moraes e à atuação de André Mendonça na condução das investigações do Banco Master e do INSS;
redistribuir os processos por sorteio, conforme as regras do STF;
identificar todos os magistrados mencionados nas apurações que tenham relação com possíveis recebimentos indevidos;
abrir prazo para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e dos magistrados citados.
