A decisão do governo federal de proibir os sites e aplicativos de apostas esportivas no Brasil atinge uma atividade que se tornou uma das principais financiadoras do futebol nacional. Somente em 2025, as bets destinaram R$ 1,143 bilhão em patrocínios aos 20 clubes de maior receita do país, de acordo com levantamento da Sports Value. O montante correspondeu a aproximadamente 36% de toda a receita de marketing dessas equipes.
A dependência varia entre os clubes. No São Paulo, por exemplo, o dinheiro proveniente das empresas de apostas representou 73% da receita de patrocínios em 2025, segundo a empresa.
Em 2025, as casas de apostas tiveram peso significativo nas receitas dos principais clubes brasileiros, avalia a consultoria. Entre os dez primeiros colocados em faturamento, a maior participação das bets nas receitas de marketing ocorreu no São Paulo, com os já citados 73%, seguido por Atlético-MG, com 69%; Botafogo, 57%; Corinthians, 54%; Flamengo, 50%; Santos, 49%; Vasco, 43%; Palmeiras, 40%; Cruzeiro, 12%; e Red Bull Bragantino, 8%.
Quando a comparação é feita com a receita total de cada clube, o Corinthians apresenta a maior proporção, com 15%, seguido pelo Flamengo, com 13%; São Paulo e Santos, ambos com 10%; Vasco, com 9%; Palmeiras e Atlético-MG, com 6% cada; Red Bull Bragantino e Fluminense, com 5%; e Botafogo, com 4%.
