As facções criminosas têm apostado em métodos cada vez mais inovadores para o tráfico de cocaína na região da Amazônia. Estudos apontam que embarcações pesqueiras, submersíveis, lanchas blindadas, contêineres e até mesmo “narco-mergulhadores” são utilizados para realizar o transporte da droga para a Europa.
Atualmente, a Amazônia é um dos principais corredores entre as áreas produtoras de cocaína da Colômbia, do Peru e da Bolívia. O PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho), consideradas as duas maiores potencias do crime organizado, ampliaram a atuação na região e a transformaram em um grande fluxo transnacional de cocaína.
Segundo o relatório elaborado pela Global Initiative, o tráfico regional de cocaína vêm redirecionando carregamentos da droga para o estado brasileiro do Amapá e para a Guiana Francesa, de onde são exportados para a Europa em vez de seguir a rota tradicional pelo curso do rio Amazonas.
Para o transporte da droga, os criminosos apropriam-se de recursos considerados complexos e mais difíceis de serem interceptados pelas autoridades.
O relatório aponta que através da utilização de embarcações pesqueiras, submersíveis, lanchas blindadas, contêineres, pequenos aviões e pistas clandestinas de pouso, os grupos realizam a exportação da cocaína para diferentes portos europeus, permanecendo em uma gradual expansão.
