O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, apresentou em 15 de setembro uma questão de ordem que interrompeu a análise sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no caso Banco Master. Durante a discussão da questão processual, Flávio Dino pediu vista do processo e suspendeu o julgamento. O impasse acabou tendo efeitos também sobre o caso relacionado ao ministro André Mendonça.
Na questão de ordem, Gilmar Mendes propôs a reunião dos 2 processos, a redistribuição dos casos e a identificação de magistrados mencionados nas apurações sobre o Banco Master que tenham indícios de recebimento indevido de valores. Depois dessa etapa, Gilmar defendeu que a Procuradoria Geral da República e os magistrados citados em conversas com Daniel Vorcaro se manifestassem.
Leia a íntegra da questão de ordem de Gilmar Mendes, com 27 páginas (PDF - 694 kB).
A questão de ordem foi apresentada durante a sessão extraordinária que analisaria se deveriam ser investigadas mensagens atribuídas a Moraes e trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O julgamento não chegou ao mérito. Depois de um embate entre Gilmar e Mendonça, Flávio Dino pediu vista e suspendeu a análise. Naquele momento, o placar estava em 4 a 3 contra a questão de ordem: Gilmar, Cristiano Zanin e Moraes votaram a favor; Edson Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia, contra. Dino chegou a votar favoravelmente, mas retirou o voto ao pedir vista.
