As associações que representam empresas de apostas já se preparam para contestar no Supremo Tribunal Federal (STF) a medida provisória do governo Luiz Inácio Lula da Silva que proibiu as bets no Brasil.
A MP 1.394, publicada na sexta-feira 25, proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa em todo o território nacional. A medida também determinou a extinção, em 30 dias, das autorizações concedidas às empresas do setor. Presidência da República
Uma das entidades que avaliam recorrer ao Supremo é a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL). O objetivo é tentar reverter os efeitos da medida provisória. Eventuais ações contra a norma também podem ser apresentadas por partidos com representação no Congresso.
O ministro Luiz Fux deve ficar responsável por eventuais novos processos relacionados ao tema por já relatar ações que discutem a regulamentação das apostas no país.
As ações em andamento questionavam dispositivos da Lei 14.790, sancionada em 2023, que estabeleceu regras para a exploração das apostas de quota fixa. A MP editada na semana passada, porém, revogou grande parte desses dispositivos e mudou o cenário jurídico das ações que já tramitavam no Supremo. Presidência da República
Apostas e bets nos Estados
A medida provisória também alcança as apostas autorizadas pelos Estados e pelo Distrito Federal. As concessões e autorizações locais deverão ser extintas no prazo estabelecido pela nova norma.
