Revirando os arquivos da Jovem Pan, encontrei uma gravação de 1992 do programa “Mundo da Bola”, apresentado por Flávio Prado. Na ponta da linha, estava Alcides Ghiggia (1926-2015), autor do segundo gol do Uruguai contra o Brasil no fatídico 16 de julho de 1950, no Maracanã. Nunca é demais lembrar que a seleção nacional precisava de apenas um empate para ficar com o inédito título mundial, mas perdeu de virada: 2 a 1.
URUGUAI 2 × 1 BRASIL - Maracanã - 16.07.1950
Brasil: Barbosa; Augusto e Juvenal; Bauer, Danilo e Bigode; Friaça, Zizinho, Ademir, Jair e Chico.
Técnico: Flávio Costa.
Uruguai: Máspoli; Matías González e Tejera; Gambetta, Obdulio Varela e Rodríguez Andrade; Ghiggia, Julio Pérez, Miguez, Schiaffino e Morán.
Árbitro: George Reader (Inglaterra).
Técnico: Juan López.
Gols: Friaça (2), Schiaffino (21) e Ghiggia (34) no segundo tempo.
Pagantes: 173.000.
Ghiggia revelava que, apesar do respeito que tinha pela seleção brasileira, o Uruguai não temia o adversário. O jogador, que marcou época no Peñarol e na Roma, da Itália, lamentava que o goleiro Barbosa e o lateral Bigode tenham sido culpados pela derrota. Quis o destino que o carrasco nacional morresse em um 16 de julho, sessenta e cinco anos depois do “Maracanazo”.
Ouça agora a histórica entrevista concedida por Ghiggia a Flávio Prado: mais uma raridade no “Memória da Pan”.
