Neste domingo (27), o editorial do Estadão escreveu com todas as letras o que a grande imprensa não teve coragem de dizer: “Dino atua para reeleger Lula”.
O título do editorial demonstra que até a imprensa que aplaudiu a truculência da Corte nos últimos anos contra bolsonaristas ficou com o saco cheio de um tribunal que já não tem mais vergonha nenhuma de esfregar na nossa cara que trabalha em favor de pautas políticas, desgarradas de qualquer institucionalidade ou cuidado jurídico.
Um humorista insinuou, em sua rede social, que Flávio Bolsonaro teria resolvido atacar Nossa Senhora Aparecida.
Como se tratava de uma desinformação explícita, André Mendonça determinou a retirada da postagem por considerar que ela veiculava fato “objetivamente falso”, informação fabricada capaz de interferir na formação da vontade do eleitor.
Neste domingo, Flávio Dino derrubou a decisão. Para ele, retirar a postagem representava grave restrição à liberdade de expressão em período eleitoral.
A decisão de Flávio Dino, atropelando monocraticamente a competência do TSE e restabelecendo nas redes sociais uma desinformação que afeta a campanha de Flávio Bolsonaro e auxilia a de Lula nesta reta final, como bem identificou o Estadão, é grave.
Também é grave a incoerência de juízes e influenciadores de esquerda que catapultaram a mentira sob o refúgio da liberdade de expressão. Sobremaneira perigoso, porém, é o precedente criado para o STF.
