O Partido Novo anunciou uma ofensiva jurídica contra o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo pedido de impeachment e notícia-crime. A reação ocorreu após Dino derrubar a decisão de André Mendonça que havia afastado o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. O Novo acusa Dino de possível abuso de autoridade e de dificultar investigações relacionadas ao caso Banco Master.
Dino justificou sua decisão afirmando que o Novo não teria legitimidade processual para requerer medidas cautelares em uma investigação criminal da qual não é parte. O ministro também apontou que questões relacionadas ao caso já estavam submetidas ao plenário do Supremo. A legenda, por sua vez, anunciou recursos dentro do próprio STF e pediu que Dino seja considerado impedido de atuar no caso Master.
Separadamente, neste domingo (27), integrantes da oposição passaram a acusar Dino de favorecer eleitoralmente Lula após outra decisão do ministro, desta vez relacionada à retirada de publicações durante a campanha. Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou que Dino estaria criando uma “jurisprudência de conveniência” para beneficiar Lula. Trata-se de uma acusação política da oposição; a alegação de favorecimento não é o fundamento formal divulgado pelo Novo para seu pedido de impeachment.
