Nos últimos anos, diferentes procedimentos para rejuvenescimento facial passaram a dividir o mesmo espaço nas redes sociais. Toxina botulínica, preenchimentos, bioestimuladores e cirurgias aparecem muitas vezes sob o grande guarda-chuva da estética facial. Essa aproximação pode criar uma percepção equivocada: a de que são apenas diferentes graus de uma mesma intervenção.
Não são. Um lifting facial, tecnicamente chamado de ritidoplastia, é uma cirurgia. Envolve incisões, anestesia, manipulação de tecidos, recuperação pós-operatória e riscos que precisam ser conhecidos antes da decisão. Por isso, quando a indicação deixa de ser uma aplicação ou um procedimento minimamente invasivo e passa a envolver uma operação, a conversa sobre rejuvenescimento também precisa mudar.
Lifting não é harmonização facial
O envelhecimento modifica diferentes estruturas do rosto. Há perda e redistribuição de volume, alterações da pele, frouxidão dos tecidos profundos e mudanças no contorno da mandíbula e do pescoço. Preenchimentos e outros procedimentos podem atuar sobre algumas dessas alterações, mas não substituem o tratamento cirúrgico quando existe flacidez significativa e indicação de reposicionamento dos tecidos.
O lifting moderno também não consiste simplesmente em “puxar a pele”. Diferentes técnicas trabalham estruturas profundas da face, como o sistema músculo-aponeurótico superficial, conhecido pela sigla SMAS, e, quando necessário, estruturas do pescoço.
