O aumento da produção agrícola e industrial vem pressionando a infraestrutura logística brasileira. Armazenar e transportar volumes crescentes entre regiões produtoras, centros consumidores e portos afeta diretamente custos e competitividade, sobretudo em um país marcado por longas distâncias e forte dependência das rodovias.
A safra brasileira de grãos 2025/26, por exemplo, deve chegar a 360,8 milhões de toneladas, 8,5 milhões a mais que no ciclo anterior, segundo estimativa divulgada em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A interiorização da indústria e o crescimento dos biocombustíveis também exigem mais capacidade de armazenagem e novas rotas de escoamento.
A demanda por infraestrutura tem atraído recursos para terminais, conexões ferroviárias e transporte hidroviário. A Ultrapar, holding do Grupo Ultra, está entre as empresas que ampliaram sua atuação no setor. O portfólio da companhia é composto por negócios que se tornaram referência em seus setores de atuação, com Ipiranga e Ultragaz, em mobilidade e energia, Ultracargo, especializada em armazenagem e movimentação de granéis líquidos, e Hidrovias do Brasil, que transporta grãos, fertilizantes e minérios.
Terminais avançam para o interior
Maior empresa independente de armazenagem de granéis líquidos do país, a Ultracargo possui cerca de 1 milhão de metros cúbicos de capacidade instalada e movimentou 16 milhões de metros cúbicos em 2025.
