O papa Leão XIV conclamou nesta segunda-feira (28) a Europa a "sacrificar algumas posições pelo bem maior da paz", fez um alerta contra a "ilusão do rearmamento" e pediu dignidade nas relações internacionais "cada vez mais bárbaras".
O pontífice americano-peruano pronunciou em Metz, durante a última etapa de sua viagem à França, um discurso sobre a paz e a Europa, em um cenário em transformação, entre a guerra na Ucrânia, a ascensão da extrema direita europeia e a imprevisibilidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
"Infelizmente hoje, também na Europa, a guerra reapareceu: um novo 'massacre inútil' que a cada dia causa inúmeras vítimas civis", disse, retomando uma expressão do papa Bento XVI.
"É necessário engajar-se em um diálogo paciente, demonstrar coragem na negociação e estar disposto a sacrificar algumas posições pelo bem maior da paz", acrescentou o papa, cujo pai desembarcou na Normandia durante a Segunda Guerra Mundial.
A escolha de Metz, que foi disputada por França e Alemanha entre o fim do século XIX e a Segunda Guerra Mundial, não aconteceu ao acaso. Nesta região nasceu Robert Schuman (1886-1963), um dos chamados "pais fundadores" da União Europeia (UE) e que teve o processo de beatificação iniciado pelo Vaticano.
