Dados da NASA coletados há décadas levaram astrônomos a identificar uma possível nova classe de objetos cósmicos. As fontes de raios X hipermoles podem estar relacionadas a anãs brancas, buracos negros e aos processos que dão origem a supernovas.
A descoberta surgiu quando pesquisadores decidiram analisar uma faixa de energia normalmente descartada nos dados do Observatório Chandra. Em dez galáxias próximas, eles encontraram 145 fontes, quase todas desconhecidas até então.
Como surgiu a nova classe
Os dados foram registrados pelo Chandra, da Nasa, entre 1999 e 2017. Jimmy Irwin, professor da Universidade do Alabama, começou a examiná-los cerca de 12 anos atrás e percebeu que havia sinais pouco estudados na parte de menor energia do espectro.
Os detectores do observatório não são bem calibrados nessa faixa, o que fazia com que muitos astrônomos simplesmente a retirassem das análises. Irwin decidiu seguir pelo caminho contrário.
Quase todo mundo, de maneira praticamente universal, corta os canais de energia muito baixa e diz: ‘Não me importo com eles’. Eu pensei: ‘Por que não olhar?
Jimmy Irwin, professor da Universidade do Alabama, ao The New York Times.
A equipe, que também contou com o pós-graduando Mustafa Muhibullah e a astrofísica Rosanne Di Stefano, começou examinando seis galáxias próximas. Encontrou 84 fontes que emitiam principalmente nessa faixa de baixa energia. Depois, outras quatro galáxias foram analisadas, elevando o total para 145.
