A The Economist voltou os olhos para o Brasil e não economizou nas críticas. Em uma extensa análise sobre a corrida presidencial, a revista britânica traça um cenário preocupante para o país e afirma que a maior economia da América Latina caminha para “mais polarização e estagnação, ou algo pior”.
Lula e Flávio Bolsonaro, os dois principais nomes da disputa, estão no centro das críticas. O tom começa pelo título escolhido pela própria The Economist: “O próximo presidente do Brasil será ou um ‘nepo-baby vingativo’ ou um ‘esquerdista cambaleante’”.
O “nepo-baby vingativo” é Flávio Bolsonaro. O “esquerdista cambaleante” é Luiz Inácio Lula da Silva.
Mas a crítica da publicação vai muito além dos candidatos. O diagnóstico apresentado pela revista é de um país com enormes riquezas e oportunidades, mas que continua incapaz de transformar todo esse potencial em crescimento sustentado.
A The Economist destaca as reservas de petróleo, a força do agronegócio, a abundância de energia, os minerais estratégicos, a Amazônia e o tamanho do mercado brasileiro. O problema, segundo a publicação, é que o Brasil vem ficando para trás.
Lula: idade avançada, gastos e poucas reformas
Ao falar de Lula, a The Economist reconhece pontos positivos. A revista destaca sua defesa da democracia e sua posição em relação à proteção ambiental. Depois disso, as críticas aumentam.
A publicação chama atenção para o fato de Lula estar prestes a completar 81 anos e faz uma comparação direta com Joe Biden.
