A corrida ao Senado pela Paraíba virou um duelo com endereço em Brasília. De um lado, Nabor Wanderley, pai de Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados. Do outro, Veneziano Vital do Rêgo (MDB), irmão de Vital do Rêgo Filho, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU). Os dois candidatos já andaram no mesmo grupo político e hoje trocam acusações públicas, e, na prática, cada voto no Estado pesa como um teste de força entre o comando da Câmara e o comando da corte de contas do país.
O currículo federal dos dois clãs ajuda a entender o tamanho da queda de braço. A trajetória política de Veneziano Vital do Rêgo começou em 2004, quando ele foi eleito prefeito de Campina Grande (PB). Dois anos depois, seu irmão Vital do Rêgo Filho foi eleito deputado federal. No mandato seguinte, Vital chegou ao Senado, onde ficou por quatro anos antes de se lançar candidato a governador em 2014, na tentativa de dar palanque à então presidente Dilma Rousseff (PT). Depois do impeachment de Dilma, Vital migrou para o TCU, ciente da dificuldade de se reeleger senador.
Já Motta ganhou projeção ao presidir a CPI da Petrobras na Câmara em 2015. Depois de oito meses e 132 depoimentos, o relatório aprovado não pediu o indiciamento de políticos suspeitos de propina, isentou Lula, Dilma e o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli e descartou a tese de corrupção institucionalizada.
