O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) injetou ao menos R$ 411,2 bilhões em ações sociais em 2026, ano em que tentará a reeleição. O petista buscou alavancar suas chances de alcançar um inédito 4º mandato nas últimas semanas, como o reajuste de 15% no Bolsa Família, que custará R$ 5,8 bilhões.
A maioria das ações miram a população mais pobre. Na 6ª feira (25.set.2026), também lançou o Desenrola 3.0 no mesmo ato em que proibiu bets. Deve ser a última leva de anúncios antes do pleito. O governo comprará as dívidas das instituições financeiras via leilões, com descontos de 90%. O custo estimado é de R$ 15 bilhões.
Durante o ano, Lula também voltou as atenções para a segurança pública, uma área em que a esquerda costuma patinar. É o caso do programa Brasil contra o Crime Organizado, com impacto estimado de R$ 11 bilhões.
Ele também decidiu colocar em prática um plano com medidas integradas envolvendo os entes da Federação (governo federal, Estados e municípios), em um anúncio feito em 18 de setembro, no Rio de Janeiro.
A ação usa recursos desse programa. O petista também fez acenos à classe média e ao setor empresarial.
Neste levantamento, “bondades” são medidas anunciadas ou ampliadas pelo governo federal em 2026 que representam aumento de benefícios, redução de tributos, concessão de crédito ou destinação de recursos para programas sociais. O termo é usado para agrupar as ações pelo impacto financeiro anunciado.
