Em casos de parada cardiorrespiratória, cada segundo conta. Ao CNN Sinais Vitais, o Dr. Roberto Kalil conversa com o cardiologista Sérgio Timerman, do InCor (Instituto do Coração) do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP), e Camila Lunardi, médica emergencista e presidente da ABRAMEDE (Associação Brasileira de Medicina de Emergência), que alertam que o início imediato das manobras de ressuscitação e a aplicação rápida do desfibrilador são fatores determinantes para salvar vidas.
A atuação de pessoas presentes no local, mesmo sem formação médica, pode fazer toda a diferença.
O risco de não agir é maior do que o de agir
Camila Lunardi esclareceu que o principal risco associado à intervenção de um leigo não está na manobra em si, mas na possibilidade de iniciar a massagem em um paciente que não esteja realmente em parada cardíaca.
“Quando a gente tá falando que o paciente já está em parada cardíaca, ele já tá na pior situação que ele pode estar”, afirmou. “Literalmente, ele está morto.”
Diante disso, a especialista reforçou que a massagem cardíaca funciona como uma substituição do batimento do coração e deve ser realizada o mais rapidamente possível.
Lunardi destacou ainda que o desfibrilador é um equipamento fundamental nesse processo. Segundo ela, locais como o metrô apresentam altas taxas de recuperação de pacientes justamente pela chegada rápida do aparelho ao local da ocorrência.
