A proibição das bets deve aliviar o orçamento das famílias e beneficiar algumas empresas listadas na B3, mas o efeito sobre lucros ainda é incerto, segundo analistas ouvidos pelo CNN Money.
Em tese, o fim das bets poderia abrir caminho para que parte dos gastos dos consumidores com apostas volte para o varejo. E isso pode dar impulso para papéis de algumas dessas companhias - que vinham relatando perda de receita por causa da “competição” das bets pelo orçamento familiar, especialmente das pessoas de renda mais baixa. Mas esse pode ser um efeito de curto prazo, e incapaz de eliminar do cenário o efeito da incerteza jurídica - este, sim, mais espalhado pelos diferentes setores da economia.
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Para Beto Saadia, economista-chefe da Nomus Investimentos, bancos e supermercados entre os possíveis beneficiados iniciais. Em seguida, o efeito poderia alcançar farmácias e, de forma mais gradual, o varejo de vestuário e eletrodomésticos.
No varejo alimentar, ele destaca Assaí e Carrefour e depois empresas como Casas Bahia, Renner e C&A.
Saadia ressalta, no entanto, que a proibição das bets nem de longe resolve totalmente o cenário ainda preocupante do endividamento da população, que impacta negativamente muitas das empresas de varejo.
