O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse no domingo (27.set.2026) que a dívida pública “irreal” não lhe causa pânico e mencionou as reservas internacionais do Brasil para justificar sua avaliação.
Lula deu a declaração em entrevista ao Canal Livre, da Band, gravada no Palácio da Alvorada. Os jornalistas disseram que a dívida passou de 71% do Produto Interno Bruto, quando ele voltou à Presidência, para 82,5%, e declararam que economistas indicam o endividamento como um obstáculo à queda dos juros.
Antes, Lula defendeu sua política fiscal e disse que a melhor forma de reduzir a dívida em relação ao PIB é fazer a economia crescer. Segundo o presidente, o Brasil passou 10 anos sem crescimento e voltou a registrar expansão superior a 3% depois de seu retorno ao governo.
Ao ser questionado sobre a relação entre dívida, juros e confiança na economia, Lula respondeu: “Eu vou explicar isso. Primeiro, quando eu digo que a dívida pública não me causa pânico, é a dívida pública irreal, tá?”.
Na sequência, Lula afirmou que as reservas internacionais funcionam como um “colchão de sustentação” para a economia brasileira. Disse que a formação das reservas começou em seu 1º governo, em 2005.
A DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral) chegou a R$ 10,9 trilhões em julho, o equivalente a 82,5% do PIB, segundo dados do Banco Central. O indicador subiu 0,6 ponto percentual em relação a junho e acumulou alta de 3,9 pontos no ano.
