Um tradicional desfile de protestantes terminou em muita confusão neste domingo (27) na cidade de Portadown, na Irlanda do Norte.
Todos os anos, durante o último domingo do mês de setembro, um grupo de cerca de 35 pessoas da chamada Ordem de Orange faz uma passeata entre o centro da cidade e a Igreja Anglicana de Drumcree para um culto religioso. O evento é conhecido como a marcha de Drumcree.
Esse grupo recebe o nome em homenagem ao rei protestante Guilherme de Orange, que derrotou o deposto rei católico Jaime II, em 1690. Eles são considerados aliados dos separatistas, mais alinhados ao governo britânico.
A polêmica em relação ao rito envolve o trajeto de volta da marcha. Os protestantes defendem que o caminho de volta tem que passar por dentro de uma rua, a Garvaghy Road, que fica dentro de um bairro católico.
Os católicos (também chamados de nacionalistas) veem o ato como uma provocação, destinada a intimidá-los. Eles conseguiram na Justiça, em 1998, o direito de proibir a marcha dentro do bairro. Com isso, a polícia sempre bloqueia o acesso.
Como forma de protesto, os protestantes da Ordem de Orange sempre entregam uma petição aos policiais e dispersam, sem passar pela rua católica.
Medida judicial sem precedentes
Pela primeira vez, em quase 30 anos, a Parades Commission (órgão regulador de marchas na Irlanda do Norte) flexibilizou a proibição e concedeu autorização para que os protestantes passassem pela Garvaghy Road, a rua católica.
