Uma análise arqueológica recente sugere que a primeira mulher a governar o Egito Antigo com poderes de rei pode ter exercido o cargo há 5.000 anos. O nome dessa governante era Meretneith, uma figura histórica cujo papel no poder político superou de forma expressiva as expectativas tradicionais de sua época.
Publicado na revista Prague Egyptological Studies, o estudo traz detalhes inéditos sobre a vida dessa líder. Tradicionalmente, Sobekneferu era considerada a rainha mais antiga, governando há quase 4.000 anos. No entanto, as descobertas indicam que Meretneith assumiu o comando pleno da civilização egípcia mais de um milênio antes de sua sucessora, reformulando a cronologia oficial.
Para confirmar o status real de Meretneith, pesquisadoras da República Tcheca e da Romênia utilizaram tecnologia de imagem digital avançada. Ao isolar hieróglifos, inverter cores e converter fotos em gráficos de alto contraste, as especialistas identificaram o nome da governante em selos reais antigos. Essas marcas estavam gravadas em tampas de barro encontradas na necrópole de Saqqara.
A presença dessas impressões oficiais indica que a rainha possuía autoridade comparável à de um monarca masculino. No Antigo Egito, os selos reais eram símbolos exclusivos de quem detinha o poder soberano supremo. Com essa descoberta, Meretneith se consolida como a segunda mulher da Primeira Dinastia cujo nome foi formalmente registrado nos símbolos oficiais do Estado do Egito.
