Houve indignação após uma pequena cidade no leste da Alemanha proibir a instalação de novas placas memoriais do Holocausto, que marcam a última residência ou local de trabalho conhecido de judeus e outras vítimas da perseguição nazista.
As “Stolpersteine”, termo que significa “pedras de tropeço”, são encontradas por toda a Alemanha, bem como em outros países europeus, e servem como um lembrete diário das atrocidades nazistas.
A proposta partiu do partido de extrema-direita AfD (Alternativa para a Alemanha) e da CDU (União Democrata-Cristã), de centro-direita, sob o argumento de que os pedestres acabam “caminhando sobre ou até mesmo pisando nos nomes das vítimas”.
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Na quinta-feira (24), a câmara municipal de Heidenau, cidade próxima a Dresden, na Saxônia, aprovou a medida.
Segundo a imprensa alemã, as seções locais desses partidos propuseram, em vez disso, que as futuras homenagens às vítimas do Holocausto ficassem restritas ao memorial da cidade, localizado no cemitério da zona norte.
A CNN entrou em contato com ambos os partidos para solicitar comentários.
A medida provocou reações negativas, com críticos argumentando que parte do propósito dos memoriais é a sua intrusão sutil no cotidiano.
