Apesar de suas ruas movimentadas, Tóquio é famosa pela limpeza.
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Se você passar um dia andando por Tóquio, é possível que acabe carregando um copo de café vazio, a embalagem de um sanduíche de ovo da 7-Eleven e uma crescente sensação de perplexidade. O Japão é famoso pela limpeza, mas por que é tão difícil encontrar onde jogar o lixo?
É uma frustração que já rendeu inúmeros vídeos nas redes sociais de turistas perplexos percorrendo as ruas impecáveis em busca de uma lixeira.
No entanto, a resposta é mais complexa do que pode parecer à primeira vista.
"É uma mistura complexa de acontecimentos históricos... fenômenos econômicos, eventos políticos e seus diversos efeitos sobre como as pessoas decidem agir", afirma Eiko Maruko Siniawer, professora de história no Williams College e autora de Waste: Consuming Postwar Japan ("Resíduos: o consumo no Japão do pós-guerra", em tradução livre).
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O Japão nem sempre foi um país sem lixeiras. Siniawer aponta março de 1995 como um ponto de virada fundamental na cultura das lixeiras no país: foi quando membros da seita Aum Shinrikyō liberaram gás sarin em três linhas do metrô da capital japonesa durante o horário de pico da manhã, matando 14 pessoas e deixando milhares de feridos.
Após o ataque, as autoridades fecharam ou retiraram as lixeiras como medida de prevenção.
Por que o Japão tem tão poucas lixeiras e, ainda assim, mantém suas ruas limpas
