A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), braço regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), demonstra preocupação a respeito da cobertura vacinal voltada a gestantes. A instituição frisa que a aplicação de imunizantes para esse público é insuficiente em grande parte das Américas.
Segundo a OPAS, quase metade das mortes infantis no mundo ocorrem nos primeiros 28 dias de vida, durante o período neonatal. Muitas dessas mortes estão associadas a infecções que podem ser prevenidas através da vacinação materna. Os imunizantes evitam coqueluche, tétano neonatal e vírus sincicial respiratório (VSR), por exemplo.
Especialistas ligados à OPAS destacam que a imunização materna proporciona uma dupla proteção. Num primeiro momento, evita que mãe e feto contraiam infecções potencialmente graves. Após, protege o recém-nascido por meio da transferência de anticorpos durante a gravidez, oferecendo defesas numa fase em que ele ainda não pode receber todas as vacinas.
As vacinas recomendadas na gestação variam em cada país. Nas Américas, a lista inclui influenza, coqueluche, COVID-19, e o imunizante contra VSR também vem sendo incorporado. Em determinadas circunstâncias, outras vacinas podem ser administradas, como as de hepatite B, hepatite A, febre amarela, poliomielite, raiva ou meningococo.
De acordo com a OPAS, em 2025, metade dos países das Américas que notificaram dados registrou cobertura vacinal contra influenza em gestantes de 61%.
