A proporção de trabalhadores com ensino superior completo passou de 14,2% no segundo trimestre de 2012 para 25,1% no mesmo período de 2026, segundo a Pnad Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Brasil tinha mais de 25 milhões de profissionais graduados, 13,1 milhões a mais do que em 2012.
No mesmo intervalo, a parcela de ocupados com ensino fundamental incompleto caiu de 29,4% para 16%. O grupo ainda reúne 16,5 milhões de trabalhadores: 6,2 milhões no Sudeste e 4,8 milhões no Nordeste.
As diferenças regionais persistem. A parcela de trabalhadores com ensino superior chega a 27,7% no Sudeste, ante 19,5% no Norte. Entre as unidades da Federação, o Distrito Federal registra o maior índice, com 43,2%, enquanto o Pará tem o menor, com 15,6%.
Estados e capitais apresentam diferenças
Pará (23,5%) e Piauí (23,4%) têm as maiores parcelas de trabalhadores sem o ensino fundamental completo. No Distrito Federal, a proporção fica abaixo de 10%. Entre os ocupados com graduação, São Paulo (29,8%), Paraná (27,3%) e Santa Catarina (27,1%) aparecem depois do Distrito Federal. O Sudeste reúne 12,73 milhões de trabalhadores graduados.
Todas as 27 capitais superam a média nacional de trabalhadores com ensino superior completo. Em seis delas, a parcela passa de 40%. Vitória (50,5%) e Florianópolis (50,4%) são as capitais com os maiores índices.
A proporção de ocupados sem instrução ou com até um ano de estudo caiu de 3,4% em 2012 para 1,4% em 2026.
