Uma investigação do g1 revelou que criminosos usam o TikTok como vitrine para divulgar e vender material de abuso sexual infantil. A negociação e o envio do conteúdo ocorrem dentro do Telegram.
O esquema envolve movimentações financeiras via PIX, bancos digitais e criptomoedas. Segundo a Polícia Federal, o uso de contas em nome de terceiros não impede a identificação dos envolvidos nem o rastreamento das transações.
Uso do TikTok como vitrine e negociações no Telegram
Os criminosos deixam códigos nos comentários de publicações do TikTok para atrair compradores e levar a conversa para o Telegram. No aplicativo de mensagens, os pacotes são anunciados por valores que vão de R$ 10 a R$ 35. Também há conteúdos cobrados em dólar, por US$ 11,99 (cerca de R$ 62), US$ 17,50 (cerca de R$ 90) e US$ 25 (cerca de R$ 130).
Antes de fechar o negócio, os suspeitos costumam enviar uma prévia por meio de vídeo autodestrutivo, que desaparece após a primeira visualização. Depois da confirmação do pagamento, os arquivos são enviados no chat ou em grupos privados.
Contas de terceiros e rastreamento das transações
Segundo investigadores da Polícia Federal, criminosos usam contas bancárias de ex-namoradas ou das próprias crianças e adolescentes vítimas dos abusos para tentar esconder a ligação entre os autores dos crimes e o dinheiro movimentado.
A investigação também identificou o uso de bancos digitais e fintechs.
