Uma pesquisa da ROIT revelou que parte significativa das empresas brasileiras ainda não está preparada para as mudanças trazidas pela reforma tributária.
Segundo o levantamento, 34% das médias e grandes companhias do país ainda não realizaram qualquer projeção sobre o impacto das alterações no fluxo de caixa, a menos de 100 dias do início da transição para o novo modelo de cobrança sobre consumo, com a implementação do IBS e da CBS.
De acordo com Ricardo de Holanda Janesch, vice-presidente executivo da ROIT, muitas das companhias analisadas, algumas inclusive de capital aberto, têm concentrado seus esforços na adequação tecnológica, deixando em segundo plano a projeção dos impactos financeiros.
“Estão negligenciando em certa medida essa projeção de impactos financeiros. A gente sabe que emitir a nota é importante, os sistemas são importantes, mas entender os números, entender em que medida o fluxo de caixa será impactado, as demonstrações financeiras serão impactadas, também são importantes”, destacou.
Janesch avaliou que, apesar do prazo reduzido, ainda é possível realizar as projeções necessárias.
“Temos um prazo relativamente curto, mas a quantidade de informações que a entregamos para o governo e a organização das empresas permitem que a gente tenha uma base de dados sólida para conseguir fazer essa análise de impactos”, afirmou.
Segundo ele, o mais importante é que as empresas priorizem efetivamente essa tarefa.
