O encarregado de negócios da Embaixada da Ucrânia no Brasil, Oleg Vlasenko, cobrou uma atuação mais ativa do Brasil nos esforços internacionais para o retorno de crianças ucranianas levadas à Rússia durante a guerra.
O diplomata também pediu envolvimento brasileiro na libertação de civis detidos e prisioneiros de guerra e defendeu a participação do país em uma iniciativa internacional dedicada ao tema.
“Apelamos à liderança humanitária do Brasil para que se engaje ativamente em uma das questões mais dolorosas desta guerra: o retorno imediato das milhares de crianças ucranianas deportadas ilegalmente pela Rússia, bem como a libertação dos civis detidos e dos prisioneiros de guerra”, afirmou Vlasenko.
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O representante ucraniano mencionou a conferência internacional marcada para os dias 28 e 29 de setembro, em Toronto, no Canadá, sob copresidência de Canadá, Noruega e Ucrânia.
“A participação do Brasil, em alguma modalidade, nessa iniciativa da Coalizão Internacional para o Retorno das Crianças Ucranianas representaria um passo significativo”, declarou.
Quase 21 mil crianças identificadas
A retirada de menores dos territórios ucranianos é um dos capítulos mais sensíveis da guerra. Conforme mostrou a reportagem especial de Oeste, quase 21 mil crianças haviam sido oficialmente identificadas pela Ucrânia como deportadas ou transferidas à força. Desse total, pouco mais de 2,4 mil haviam retornado.
