Cerca de 20.000 pessoas protestaram no sábado (26.set.2026) no centro de Madri, capital da Espanha, contra a gestão do governo espanhol na crise migratória de Ceuta.
Manifestantes exigiram eleições gerais antecipadas e responsabilizaram o primeiro-ministro Pedro Sánchez (Psoe, esquerda) por falha na proteção das fronteiras do país.
A delegação do governo em Madri, comandada pelo Partido Popular (PP), estimou a participação em 20 mil pessoas.
O ato foi organizado pela plataforma Sociedade Civil Espanhola, ligada à direita, com apoio do PP e do Vox, que defendem medidas mais rígidas de controle da imigração.
CRISE EM CEUTA
O protesto é consequência da chegada de mais de 70.000 migrantes vindos do Marrocos a Ceuta, enclave espanhol no norte da África, nos dias 30 e 31 de julho de 2026.
A maioria retornou ao Marrocos horas depois da chegada, mas milhares permaneceram em Ceuta por semanas, dormindo nas ruas e sobrecarregando os recursos da cidade, que enfrentou uma crise humanitária.
O ATO
Os manifestantes percorreram o centro da capital espanhola, agitando bandeiras da Espanha.
O manifesto divulgado pelos organizadores exige:
eleições gerais antes de 15 de novembro de 2026;
retorno ao Marrocos de todos os migrantes que entraram em Ceuta;
abertura de processo contra Sánchez por “traição”.
Pelo calendário eleitoral espanhol, as próximas eleições gerais devem ser feitas até agosto de 2027. Não há data estabelecida.
