BRASIL - O percentual de mulheres candidatas permanece praticamente estável nas eleições brasileiras, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2026, as candidaturas femininas representam 34,85% do total considerado pela Justiça Eleitoral para a distribuição dos recursos públicos de campanha.
Do total de 20,5 mil candidaturas analisadas pelo tribunal, 7,1 mil são de mulheres e 13,4 mil são de homens. O índice mantém o patamar registrado desde 2020, quando a participação feminina também ficou próxima de um terço das candidaturas.
Participação feminina nas eleições
A legislação eleitoral determina que partidos tenham no mínimo 30% e no máximo 70% de candidaturas de cada gênero nas disputas proporcionais.
Segundo pesquisadoras a regra, criada para ampliar a presença feminina na política, passou a ser usada por algumas legendas como referência máxima para a formação das listas.
A professora Flávia Biroli, do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), afirmou que o acesso a recursos financeiros, apoio partidário e redes políticas influencia a competitividade das candidaturas.
A cientista política Marlise Matos, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também apontou a atuação dos partidos como um dos principais obstáculos para ampliar a presença feminina.
Violência política contra mulheres
Outro fator apontado como dificuldade para a participação feminina é a violência política de gênero.
