Vítima ou manipuladora? Subversiva ou obediente? Sedutora ou recatada? A história de Ana Bolena, segunda esposa do rei Henrique VIII da Inglaterra, é uma das mais curiosas na longa trama de traições e rupturas que marcaram o trono inglês ao longo dos séculos. Apesar de permanecer pouco tempo como rainha consorte (de 1533 a 1536, quando morreu), Ana foi uma figura marcante na história da Inglaterra ao se tornar o pivô da ruptura da corte com a Igreja Católica, levando à criação da Igreja Anglicana. O mais interessante é como ela acabou nessa posição.
Ana era filha de Sir Thomas Bolena, 1º conde de Wiltshire e 1º conde de Ormond, e Elizabeth Howard, filha de Thomas Howard, 2º duque de Norfolk. A família, originalmente sem destaque social, foi elevada a uma posição de prestígio quando o avô de Ana, Geoffrey, se tornou prefeito de Londres. A partir daí, todos os movimentos da família foram calculados para garantir o alpinismo social.
Assim, quando Ana era adolescente, em 1513, foi enviada à Áustria para se juntar à corte de Margarida, Arquiduquesa da Áustria, e ser preparada para o futuro casamento com algum nobre. Depois foi para a corte francesa, onde permaneceu por cerca de sete anos, inicialmente como acompanhante de Maria Tudor e posteriormente na casa da rainha Claude.
Na França, Ana aprendeu a se portar nesse meio e ganhou habilidades que se tornaram úteis mais tarde: a fluência em francês, a destreza para a dança e a etiqueta cortesã.
As polêmicas de Ana Bolena, rainha que chocou ao romper com a Igreja Católica
