Em tempo de eleições sempre observamos resultados sobre pesquisas de intenção de votos de amostras da população. Poucos sabem que às vezes outros tipos de pesquisa também são realizados para entender os anseios gerais das pessoas, criando expectativas sobre temas diversos. Na maioria, são pontos importantes e legítimos como saúde, segurança, emprego, educação, corrupção e governos honestos. Mas, no meio destes, são apresentadas outras questões, com timbre mais alarmista e doutrinário do que factual, porém claramente misturado com as demais para conferir a mesma legitimidade de forma forçada.
Em geral, essas pesquisas são realizadas para que governos possam nortear políticas públicas que atendam às necessidades mais imediatas, criando uma concordância entre governo e população. Contudo, há sempre um lado mais sórdido que não deve ser esquecido: que elas também servem para dosar a eficácia das doutrinações, constantemente propagadas pela mídia como emergenciais, como por exemplo, o caso ambiental-climático e seus anexos.
A mídia propaga exageradamente, e os governos se posicionam, na maioria das vezes, com mais cerceamentos e controle. Aguardam, observando o resultado, não dos danos causados pela medida, mas da própria ação do governo para resolver o “problema”. Os efeitos secundários só serão avaliados, se realmente houver tal revisão, somente muito mais tarde, quando os danos causados pela “solução” superarem os que foram anteriormente imaginados pelo suposto “problema”.
