O Ministério da Defesa do Afeganistão informou neste domingo (27) que suas forças mataram 28 combatentes e feriram 32 na província oriental de Nuristão, depois que um grupo, que incluía militantes do Estado Islâmico, cruzou a fronteira vindo do Paquistão.
Segundo o ministério, milícias paquistanesas apoiaram os combatentes e a maioria deles eram ex-membros das forças de segurança do governo afegão.
O Ministério da Informação do Paquistão rejeitou as alegações, descrevendo-as em uma publicação no X como “frívolas, infundadas e desprovidas de qualquer verdade”.
Na mesma publicação, negou que suas forças de segurança ou agências de inteligência estivessem envolvidas em confrontos em Nuristão, que tivessem recrutado ou treinado ex-membros das forças de segurança afegãs ou que tivessem facilitado as atividades do Estado Islâmico ou de outros grupos militantes no Afeganistão.
A alegação de Cabul de que a inteligência paquistanesa treinou e enviou ex-membros das forças de segurança afegãs através da fronteira é uma acusação direta de envolvimento estatal em uma incursão armada. Isso ocorre menos de uma semana depois de o Paquistão ter lançado ataques aéreos dentro do Afeganistão, alegando que tinham como alvo militantes.
A Reuters não conseguiu verificar de forma independente a versão do ministério nem os números de vítimas.
O Paquistão acusou repetidamente o Afeganistão de abrigar combatentes que atacam seu território, acusação que Cabul nega.
