Estados americanos podem ter incluído mais de 30 mil pessoas que se autodeclararam não cidadãos nos cadernos eleitorais do país desde 2000, devido a falhas de software e erros administrativos cometidos durante o processamento de seus pedidos de carteira de motorista e documento de identidade estadual, de acordo com registros oficiais analisados pela Reuters.
Os casos revelam falhas nos sistemas de registro eleitoral em uma dúzia de Estados norte-americanos governados tanto por democratas quanto por republicanos, mas em números que, segundo especialistas, são muito pequenos em relação aos mais de 170 milhões de eleitores registrados no país para que tenham impacto nas eleições. A Reuters não conseguiu determinar quantas dessas pessoas votaram.
As descobertas sugerem que falhas burocráticas inadvertidas, e não esforços organizados para registrar imigrantes ilegalmente, são a principal fonte de registros de não cidadãos, e levantam dúvidas sobre se as iniciativas legislativas para exigir comprovação de cidadania no registro eleitoral eliminariam o problema.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seus apoiadores têm afirmado, sem provas, que o voto dessas pessoas é um fator generalizado e faz parte de uma conspiração organizada liderada pelos democratas, que esperam reconquistar o Congresso nas eleições legislativas de meio de mandato de novembro, e estão pressionando os parlamentares a endurecer os requisitos para o voto.
