O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou a região Norte uma única vez até agora neste ano: Manaus, em maio, antes do período eleitoral. Ele só corrigiu parcialmente a rota nos últimos dias, quando a campanha decidiu incluir um Estado da região, o Pará, na reta final antes do 1º turno.
Até 2 de agosto, quando oficializou sua candidatura à reeleição, o presidente já havia feito 52 viagens pelo país, e Manaus. É justamente a região onde, historicamente, o PT tem mais dificuldade, não onde tem sua base mais fiel.
Das 52 viagens, 47 tiveram como destino São Paulo (24), Rio de Janeiro (15) ou Minas Gerais (8). Juntos, os 3 Estados concentram 63,34 milhões de eleitores, segundo dados do TSE.
Minas Gerais, 2º maior colégio eleitoral do país, tem 16,4 milhões de eleitores e é considerado um Estado-pêndulo por ter alternado o apoio a candidatos de diferentes campos políticos nas últimas eleições.
A montagem do palanque de Lula no Estado passou por uma longa indefinição. O PT tentava atrair o senador Rodrigo Pacheco (PSB), que não aceitou a candidatura ao governo. Também sondou nomes como Alexandre Kalil (PDT). Em julho, o partido lançou o deputado Patrus Ananias (PT). Na pesquisa Datafolha divulgada em 24 de setembro, o candidato aparece com 23% de intenções de voto contra 60% de Cleitinho Azevedo (Republicanos) em um eventual 2º turno.
O Nordeste foi a 2ª região mais visitada por Lula.
