Os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados no planeta. Essa mudança climática se manifesta em eventos extremos, como ondas de calor e incêndios florestais. Mas menos evidentes são os preços mais altos e os salários menores associados a um mundo cada vez mais quente.
Segundo um estudo de 2026 da MIT Sloan School of Management e da UCLA School of Law, as mudanças climáticas já elevaram as despesas médias das famílias norte-americanas em US$ 900 (cerca de R$ 4.600) por ano, chegando a mais de US$ 1.300 em 1 de cada 10 condados dos Estados Unidos.
Esses custos não existiriam em um mundo sem mudanças climáticas. Eles incluem o aumento dos seguros residenciais (em média US$ 600 mais caros), a elevação de impostos estaduais e federais devido aos custos de recuperação de desastres ou aos impactos da fumaça dos incêndios florestais sobre a saúde, por exemplo.
“A inação climática não é apenas um fracasso ambiental. Ela funciona como um imposto sobre todas as famílias norte-americanas“, escreveram os pesquisadores.
Como as mudanças climáticas afetam a renda
Um relatório de 2024 do Instituto Potsdam para Pesquisa sobre Impactos Climáticos, na Alemanha, estimou que os danos das mudanças climáticas à agricultura, à infraestrutura e à saúde, bem como as perdas de produtividade, podem custar à economia mundial US$ 38 trilhões por ano até 2050.
