Uma tecnologia desenvolvida pela Embrapa, pela UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) e pela Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais) simplifica o cultivo de amostras para diagnóstico da TB (tuberculose), dispensando equipamentos como centrífuga refrigerada e cabine de segurança biológica. O método, batizado de RRTB, recebeu carta-patente do INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) e pode descentralizar e baratear o diagnóstico da doença em seres humanos, rebanhos e alimentos.
A inovação nasceu no doutorado do pesquisador da Fhemig Ronaldo Rodrigues da Costa, na Faculdade de Medicina da UFJF, sob orientação da professora Isabel Cristina Gonçalves Leite e do pesquisador Márcio Roberto Silva, da Embrapa Gado de Leite (MG).
Com a patente concedida e a tecnologia validada em rotina laboratorial (TRL 8), o Critt (Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia) da UFJF busca empresas interessadas em licenciar a tecnologia e viabilizar sua produção e distribuição. O método ainda depende de submissão à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e, atualmente, está restrito a laboratórios de pesquisa e validação. A parceria para produzir e distribuir a tecnologia em escala comercial é decisiva para que o método chegue à rede de diagnóstico de TB no Brasil e em outros países.
