Um novo grupo de presos políticos foi libertado na Venezuela entre sexta-feira e sábado, após o encerramento da segunda rodada de diálogo entre o governo interino de Delcy Rodríguez e a oposição, com mediação dos Estados Unidos.
Organizações de direitos humanos informaram que cerca de 40 pessoas detidas por motivos políticos deixaram diferentes prisões do país. Entre elas estão cerca de oito mulheres acusadas de “narcoterrorismo” em 2021.
A ONG Justiça, Encontro e Perdão informou neste sábado, 26, que confirmou diretamente 39 libertações.
A segunda rodada de negociações entre o governo interino e a oposição terminou na sexta-feira. O diálogo avançou com o aval de Washington após a captura do presidente Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em janeiro.
“Que sejam libertados todos os que hoje estão atrás das grades por pensar diferente”, afirmou neste sábado Dinorah Figuera, que lidera as negociações pela oposição.
“Continuaremos ao lado dos presos políticos, de suas famílias, das ONGs que os defendem e de cada cidadão que sonha em ver os seus reunidos na Venezuela que merecemos”, disse Figuera em uma publicação no X.
Segundo o último balanço da ONG Foro Penal, divulgado em 18 de setembro, ainda havia 344 presos políticos na Venezuela. A organização, que atua na defesa de pessoas detidas por motivos políticos, ainda não havia atualizado o número neste sábado.
