A indústria automobilística da Alemanha enfrenta uma crise profunda, pressionada por altos custos de produção, tarifaços dos Estados Unidos, concorrência cada vez mais intensa da China e por uma difícil transição para os veículos elétricos.
Gigantes do setor, como Volkswagen, Mercedes-Benz e BMW, anunciaram planos para reduzir a produção e cortar custos. O segmento está eliminando empregos em ritmo mais acelerado do que qualquer outro setor industrial do país.
A Volkswagen, por exemplo, pretende cortar cerca de 15% de sua força de trabalho global, o equivalente a 100 mil postos de trabalho, até o fim da década. A BMW anunciou que eliminará até 8.000 vagas, cerca de 5% de seu quadro de funcionários, até o fim de 2027.
Fornecedoras do setor automotivo, como Bosch e ZF Friedrichshafen, também anunciaram milhares de cortes de empregos em razão das difíceis condições de mercado e da concorrência global.
A indústria automobilística alemã está perdendo competitividade à medida que os custos aumentam e a produção é transferida para outros países, afirma à DW Ferdinand Dudenhöffer, diretor do Centro de Pesquisa Automotiva, na cidade alemã de Bochum.
“Em 2018, a indústria empregava cerca de 830 mil pessoas. Atualmente, esse número está abaixo de 700 mil“, explica.
