O dólar voltou a se fortalecer frente às demais moedas, em um movimento impulsionado por uma série de dados econômicos robustos nos Estados Unidos.
O rendimento do Treasury de 10 anos retornou à marca de 5%, o maior patamar desde 2007, sinalizando uma pressão crescente sobre os mercados globais e a maior exigência de retorno dos investidores.
Ao CNN Money, Marco Harbich, CIO da Gordon Capital, apontou três eventos recentes como responsáveis pelo movimento. O primeiro foi um leilão de títulos norte-americanos com demanda abaixo do esperado.
“O próprio investidor está exigindo mais taxa, mais retorno para que ele possa comprar o título público americano, principalmente os de longo prazo”, afirmou Harbich.
Segundo ele, o investidor observa o nível de endividamento e os dados econômicos para embasar suas decisões.
O segundo fator foi a criação de vagas de emprego, que surpreendeu amplamente o mercado. Foram geradas 162 mil vagas, ante uma expectativa de aproximadamente 60 mil, mais de duas vezes o previsto.
O terceiro elemento foi a alta do petróleo, que voltou a subir e atingiu 105 dólares, contribuindo para pressões inflacionárias adicionais.
Harbich destacou ainda que os índices de PMI industrial e de serviços vieram “bem acima do esperado, quase 60 pontos”. Para ele, esses resultados reforçam a interpretação de que “a taxa de juros vai permanecer mais alta por mais tempo”.
